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Design thinking: o que é e como aplicar?

Design thinking: o que é e como aplicar?

Toda empresa passa por algum momento em que é necessário parar e enxergar os problemas de outro ângulo para encontrar as soluções mais adequadas. O Design Thinking é uma estratégia criada para estimular a empatia, colaboração e experimentação, cujo principal benefício é auxiliar na busca por diferentes pontos de vista. 

À partir disso, o conjunto de estratégias permite o desenvolvimento de soluções para os problemas dos usuários de produtos e serviços. O trabalho de design thinking exige, de uma maneira geral, a reflexão e livre expressão do pensamento. 

Entretanto, a abordagem do Design Thinking não é uma redundância, porque propõe uma maneira revolucionária de encontrar soluções inovadoras, criativas e focadas nas reais necessidades do mercado, não somente em pressuposições estatísticas.Por isso, o Design Thinking vem sendo utilizado cada vez mais na fabricação dos mais variados tipos de segmentos e produtos, como, até mesmo nas empresas de usinagem, por exemplo.

O que é o Design Thinking?

O Design Thinking é uma abordagem e não uma metodologia. Não se trata de uma fórmula para ser aplicada indistintamente em quaisquer situações, mas sim de uma abordagem que  busca a solução de problemas de maneira colaborativa e coletiva. O Design Thinking propõe a aplicação do máximo de empatia para com os stakeholders, interessados nos produtos. 

Para isso, todas as pessoas envolvidas na ideia do produto são colocadas como o centro do seu desenvolvimento. O processo tem como objetivo mapear e mesclar a experiência cultural, a visão de mundo e outros aspetos da vida dos indivíduos para obter a mais completa solução de problemas. 

Trata-se de uma forma alternativa de identificar as barreiras e gerar os melhores meios para transpô-las, que está baseada no levantamento das reais necessidades do consumidor. Portanto, o Design Thinking é uma abordagem humanizada, que pode ser utilizada em diferentes segmentos de negócios, desde a manutenção de máquinas industriais até a concepção de objetos, utensílios e bens de consumo.

Principais etapas do Design Thinking

A satisfação do cliente é a razão da existência da abordagem do Design Thinking, e por isso somente é possível com o conhecimento das necessidades, desejos e percepções do público-alvo do negócio.

Tendo isso em mente, as etapas do Design Thinking podem ser definidas, basicamente, da seguinte forma:

1. Identificação das oportunidades de inovação

A oportunidade de inovação pode ser identificada pelo empreendedor à partir do momento em que ele conhece o próprio empreendimento, o seu produto e o seu público. Na fabricação de vedações industriais, por exemplo, é extremamente importante saber quais são os pontos fortes da peça fabricada e também da que é oferecida pela concorrência, assim como as fragilidades de ambos. 

Também é preciso analisar as condições macroeconômicas, entre outros aspectos que influenciam diretamente no lançamento de um produto inovador. Nesse momento, é recomendável que se faça uma Análise SWOT. 

Desta forma os profissionais do marketing medem os fatores internos, como as forças e fraquezas do negócio, e externos, como as oportunidades e ameaças do mercado. O benchmarking também pode auxiliar, com uma pesquisa comparativa entre produtos e marcas.

2. Desenvolvimento da oportunidade de inovação

A consequência direta das análises de mercado para a identificação de oportunidades são pesquisas qualitativas sobre o produto oferecido, como um pallet de contenção, para exemplificar. A ideia é que o empreendedor sempre possa contar com profissionais especializados e que o ajudem a escolher os melhores caminhos a seguir no projeto do produto, indicando setores e oportunidades de acordo com a forma como o mercado se desenha.


O Design Thinking tem início então com o desenvolvimento da mercadoria ou serviço. Isso é feito a partir das necessidades e percepções de valor dos clientes e não levando em conta apenas análises estatísticas frias. Nessa etapa, portanto, é feito um diagnóstico e tem início o processo criativo visando as possibilidades de produtos. 

No caso do fabricante de pallet, conforme o exemplo, os gestores poderiam consultar um fornecedor de caixa de papelão ou outros negócios relacionados à logística, para tentar entender as características que se deseja para o produto.

3. Teste das ideias, por meio de protótipos

O MVP (Minimum Viable Product, ou produto minimamente viável) é uma versão mais simples de produtos. Geralmente a fabricação é simplificada justamente para permitir o lançamento da mercadoria em período de testes. Desta forma, é possível verificar, sem grandes gastos, se o produto ou serviço corresponde às necessidades do consumidor final.

O conjunto de testes é feito para validar a viabilidade de negócios e envolve experimentações práticas com um grupo seleto de clientes, para que o empreendedor conheça as reações dos consumidores sobre os produtos.

4. Implementação da solução no produto

Após respostas positivas com relação às principais características do produto, ele já pode ser lançado no mercado.

No entanto, é importante que os empreendedores entendam que o desenvolvimento de produtos é um processo contínuo, que envolve melhorias permanentes. Para isso, também é aconselhável contar com a participação dos stakeholders, que costumam ser os clientes, fornecedores e colaboradores internos.

Como aplicar o Design Thinking em uma empresa?

A concepção primária do design o relaciona mais à arte do que às razões pela criação dos objetos. Entretanto, é inútil o desenvolvimento que não soluciona o problema dos próprios produtos e de seus consumidores. É preciso que as empresas considerem as melhores soluções para os clientes. Na fabricação de maquinários, por exemplo, deve-se fazer o máximo para produzir equipamentos com peças resistentes e duráveis, evitando a manutenção de paleteiras e outras máquinas, uma das grandes preocupações dos consumidores e usuários.

O Design Thinking é, portanto, uma alternativa para diminuir a lacuna entre desenvolvimento e consumidor final, por meio do olhar da perspectiva dos clientes. 

Alguns exemplos práticos de como o Design Thinking pode ser aplicado:

Na equipe de vendas

As equipes de funcionários focados em vendas de produtos podem utilizar as técnicas do Design Thinking para exercitar a capacidade de se colocarem no lugar dos clientes com relação aos problemas. 

Isso possibilita poderosas estratégias de persuasão, focadas em problemas que afetam os usuários, como a manutenção elétrica industrial, por exemplo. Os vendedores, nesse caso, podem se dedicar ao convencimento de que a escolha de determinado fabricante é mais vantajosa citando benefícios relacionados aos reparos e frequência em que acontecem.

No núcleo estratégico

Ao invés de investir em uma análise preditiva, os gestores podem se dedicar à abordagem do Design Thinking. Os registros são importantes e devem ser analisados mas, em vez de se basear erros e acertos do passado, no Design Thinking os empreendedores mudariam o foco para a procura de soluções inovadoras, com atenção às expectativas e desejos atuais do consumidor final.

Brainstorm

O brainstorm é uma técnica que pode ser aplicada em praticamente qualquer processo de desenvolvimento de produto ou estratégia. Consiste em etapas de interrogatório, ideação e prototipação que auxiliam nos processos criativos.

Brainstorming: o que é e como pode ajudar no Design Thinking

O Brainstorming é uma prática amplamente difundida nas agências de publicidade e marketing que também pode ser utilizada por empresas de manutenção industrial SP e na prestação de serviços, com o desenvolvimento de produtos.

Na prática, pode haver muitas variações de brainstorming, mas a “tempestade de ideias”, como é traduzido o termo em português, pode ser aplicada na dinâmica de uma reunião da seguinte forma:

  1. Com a explicação do problema;
  2. Cada participante anota suas ideias;
  3. As ideias são apresentadas ao grupo;
  4. As ideias são condensadas e agrupadas.

Em uma variação bastante comum, os participantes partem para a exposição das ideias em voz alta, sem filtro, com o objetivo de explorar qualquer ideia que apareça. Para que o processo tenha resultado para o desenvolvimento de produtos, é fundamental que os participantes se comprometam a criação de um ambiente favorável para a livre exposição de ideias. 

Elas devem ser anotadas sem julgamentos, críticas ou barreiras para a sua aplicação prática. Nesse primeiro momento, a quantidade e a variedade são mais importantes que a qualidade. Quanto maior o volume de ideias para determinado produto ou serviço, maiores as chances de o processo render bons resultados.

Para garantir o sucesso da prática para a aplicação do Design Thinking, contudo, as ideias devem estar focadas nos problemas dos consumidores, identificando padrões e causas. É fundamental aprofundar-se no tema que envolve o segmento e engajar-se no estudo das melhores soluções. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Rafaela Forchesatto

Jornalista mergulhada no mundo da publicidade. Pós-graduanda em Comunicação Digital e E-branding, curiosa, boa ouvinte e apaixonada por conhecer e contar histórias.

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