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Designer freelancer: como encarar a ameaça da crise?

Designer freelancer: como encarar a ameaça da crise?

Trabalhar por conta própria nunca é fácil. Viver sem a garantia daquela quantia ao final do mês, ter que se preocupar em gerenciar não só seu trabalho, mas todo seu ambiente, tempo e disponibilidade pode ser bem mais complicado do que parece à primeira vista. E quando você precisa lidar com pessoas, levamos “complicado” a um novo nível.

É isso que acontece com um designer freelancer. O designer freelancer é aquele profissional que presta serviços para pessoas, empresas (e às vezes, até agências), mas atua como autônomo. O cenário parece bonito: trabalhar em casa, sem a pressão de superiores interferindo, criar um ambiente agradável e poder até fazer várias pausas pro lanche. Perfeito!

As coisas começam a ficar desfavoráveis quando aquela situação, que nós já conhecemos bem, chega: a crise. Essa palavrinha que faz todo mundo tremer e rever suas contas imediatamente. E, para aqueles que estão por si só, o cenário é realmente aterrador.

Mantenha a calma

Naturalmente, a perspectiva de chegar ao fim do mês sem dinheiro (e sem garantias) é bem complicada. Não ter para onde correr nos coloca em uma situação de perigo, que bloqueia nossa capacidade de ver o cenário completo, e aí caímos na armadilha de ficar procurando soluções onde elas não existem. Por isso, em primeiro lugar: mantenha a calma.

Quantos clientes você tem que precisam de seus serviços todos os meses? Quanto mais, melhor. Naturalmente, alguns cogitarão – e outros, efetivamente, irão – cortar seus serviços do orçamento deles. Afinal, querendo ou não, o trabalho de design ainda tem o estigma de ser algo “a mais”, que não é necessário para o negócio funcionar, mas dá um up nele.

Outra coisa para levar em conta é sua demanda mensal, seu lucro e suas despesas. Se todo mês você quita suas dívidas com folga, boas notícias: dificilmente você ficará no vermelho. Agora, se parece que você não dará o giro no mês que vem, está na hora de rever suas estratégias.

E agora?

Primeiramente: dê uma olhada em que tipo de serviços você presta. Pense fora da caixa! Há algo mais que você possa oferecer ao cliente? O tempo é de crise, mas é justamente na crise que precisamos dos melhores resultados possíveis, e isso só acontecerá se tivermos o melhor serviço possível. Portanto: converse com seus clientes, ofereça estratégias, materiais novos, entre em suas mentes e prove que seu trabalho dá resultados. Por exemplo: se ele estiver com uma marca desatualizada, mostre como um redesign pode fazê-lo se sobressair a seus concorrentes.

Agora falemos do que faz os clientes subirem pelas paredes: o preço. Quanto você está cobrando pelo seu trabalho? Se estiver trabalhando com uma margem acima, dar um “descontinho” para quem pensar em te “demitir” pode ser uma boa ideia. Por outro lado, se seu ganho não está sendo suficiente para fechar o mês fora do vermelho, está na hora de rever seus custos e ganhos. É normal tudo aumentar o preço na crise: por que seria diferente com seus serviços?

Vá além

Pense bem: qual é seu know-how hoje em dia? Com que trabalha frequentemente? Por quais serviços seus clientes te procuram?

Um designer freelancer que não vai além de alguns flyers e banners não vai sobreviver, nem na crise, nem fora dela. É necessário mostrar que o dinheiro que estão dando pra você vai valer a pena e vai voltar em forma de mais dinheiro. Quando foi a última vez que você fez um curso? Especialize-se! Busque nichos, aprenda coisas novas, entenda como elas funcionam – e apresente isso aos clientes (e potenciais clientes).

A área do design está em constante evolução e mudança: o que era bom quando você se formou lá em 2005 já está mais do que obsoleto. Não deixe seu repertório (e portfólio) parecendo um museu. Atualize-se, veja o que há de novo no mercado, o que está trazendo resultados hoje em dia. Isso tudo vai mostrar ao seu cliente que você sabe o que está fazendo: e que você não é um gasto, mas um investimento.

Nunca desista

Não fique esperando suas oportunidades chegarem: corra atrás delas! Use a crise como ferramenta para crescer, e não como desculpa para cair. Afinal, quando se é freelancer, você está sozinho: mas isso não significa que está vulnerável.

Carlos Agostini

Acadêmico de Design, apaixonado por tipografia, semiótica, conceitos e café.

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